terça-feira, 17 de setembro de 2013
Saborear-te
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
A cama parecia o deserto
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Uma mulher roliça de pés pequenos
domingo, 21 de julho de 2013
Um poema
a rata a desflorar é a boca do mundo
que picha caralho
vem para a cama sei lá lamber chupar foder apalpa as mamas agarra no pénis e penetra a pachacha
não é uma queca
não é fazer amor
é simples
é sexo
descobre o tesouro agarra no mastro e vem-te foda-se
sábado, 20 de julho de 2013
Homem alugado
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Colar de Contas
quarta-feira, 17 de julho de 2013
a porta estava aberta sem ninguém para me receber...
sexta-feira, 12 de julho de 2013
As veias salientes! A raiva nas mãos?!?! Os nós dos dedos vincados!....
O abdomén contraído....
O pénis torna-se incógnito
O corpo do que é jovem
A sedução (mística) pela repulsão de dor que emana e atrai
O descrédito que transmite
A indiferença sem-se estar indiferente
É quer-se sem se ir
É ver-se sem olhar
É ir-se na direcção oposta à atracção e quanto mais se foge mais atrai.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
quarta-feira, 10 de julho de 2013
83/1 - Disquiet
Vontade desmedida
SB
não o controlamos.” Inês Pedrosa
terça-feira, 9 de julho de 2013
O Broche
segunda-feira, 8 de julho de 2013
A Marilyn
Ana C
sexta-feira, 7 de junho de 2013
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Para quê disfarçar
Todas as noites antes de entrar em palco tomava os comprimidos. Sentava-se no banquinho pequeno, abria as caixas, primeiro a cor de rosa, depois a amarela, e depois mais três sem cores definidas, e um a um colocava-os na língua. Antes de beber a água que tinha no copo olhava-se no espelho e sorria. Mais uma noite.
Quando colocava a coroa sobre os cabelos já sentia o efeito relaxante do que tinha tomado. A tensão nos braçosdiminuia, depois os ombros e em seguida todo o corpo ficava preparado.
Apenas os olhos não sabiam disfarçar. E ela sabia que os olhos a podiam trair. Porque os olhos viam e as imagens que lhe chegavam ao cérebro eram ampliadas e distorcidas. Os rostos dos homens babando-se eram-lhe repugnantes, principalmente os de bigode. Eos olhos viam. Era por isso que em certos momentos agitava tanto a cabeça que os cabelos lhe cobriama cara e lhe impediam a visão. Nessa altura voltava a sorrir. Pensariam talvez que aquilo era um gesto erótico. Era apenas a maneira de se proteger da agrssão das imagens que lhe chegavam ao cérebro.
Por que os seus olhos viam e não sabiam disfarçar.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Uma imagem de mulher
São dunas de areia fina. Redondas, suaves.
Duas montanhas parecem unir-se, mas são separadas por um vale profundo onde raramente o sol penetra.
Subindo pode ver-se uma curva brilhante onde a areia toma mesmo a cor do ouro. Em cima, uma das montanhas visíveis adquire a forma prfeita. No seu cume ergue-se provocante e desafiando a curiosidade quanto à textura, um pico erecto que estimula o desejo irreflectido de não desviar o olhar.
Por trás das dunas visíveis adivinham-se outros segredos, outros contornos dourados ainda inexplorados.
domingo, 6 de março de 2011
Francisco, 34 anos, Transexual não operado

sexta-feira, 4 de março de 2011
O colar de pérolas

Aquele dia era igual aos outros. Todos os dias a via passar, ora para um lado, ora para o outro, com o seu ar profissional e inabalável onde nada falhava.
Aquele dia não foi excepção. Lá passou ela, com o seu vestido justo, sóbrio e sério mas que deixava ou ver ou imaginar todos os contornos do seu corpo. E que contornos de perder a concentração! O decote no ponto certo, as meias de vidro e o colar de pérolas vermelho que, por distracção, ou quem sabe, de propósito, lhe entrava naquele declive por dentro do vestido. Mas porque faria ela aquilo?! Ficava louco! Só lhe apetecia levantar-se, correr atrás dela e tirar-lhe, não o colar de dentro do vestido mas o vestido de fora do colar.
Transpirava cada vez que ela passava. E só voltando a esconder os olhos por dentro dos óculos e focando perto em vez de focar a meia distância começava a sentir o seu corpo arrefecer e desdivagar no corpo daquela mulher escultural.
A safada sabia. Espreitava-lhe o olhar desorientado cada vez que passava. Media milimetricamente o desencontro dos seus olhares. Olhava-o apenas quando ele desistia e voltava a pousar o seu olhar naquele ecrã monocórdico e monocromático. E ele não sabia. Não sabia que, na realidade ela passava ali sempre de propósito. Sabia-lhe bem sentir aquele olhar roçar-se nela. Gostava de pensar que um dia se encontrariam fora dali e que, um dia, quem sabe, se despiriam sem só com o olhar…







