| Entrada da Pensão Amor pela Rua Nova do Carvalho |
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Dia dos Namorados - O Circuito do Amor
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
No Escurinho do Cinema: porno e masturbação
Boas surpresas no Centro de Cultura e Intervenção Feministasexta-feira, 19 de agosto de 2011
Para quê disfarçar
Todas as noites antes de entrar em palco tomava os comprimidos. Sentava-se no banquinho pequeno, abria as caixas, primeiro a cor de rosa, depois a amarela, e depois mais três sem cores definidas, e um a um colocava-os na língua. Antes de beber a água que tinha no copo olhava-se no espelho e sorria. Mais uma noite.
Quando colocava a coroa sobre os cabelos já sentia o efeito relaxante do que tinha tomado. A tensão nos braçosdiminuia, depois os ombros e em seguida todo o corpo ficava preparado.
Apenas os olhos não sabiam disfarçar. E ela sabia que os olhos a podiam trair. Porque os olhos viam e as imagens que lhe chegavam ao cérebro eram ampliadas e distorcidas. Os rostos dos homens babando-se eram-lhe repugnantes, principalmente os de bigode. Eos olhos viam. Era por isso que em certos momentos agitava tanto a cabeça que os cabelos lhe cobriama cara e lhe impediam a visão. Nessa altura voltava a sorrir. Pensariam talvez que aquilo era um gesto erótico. Era apenas a maneira de se proteger da agrssão das imagens que lhe chegavam ao cérebro.
Por que os seus olhos viam e não sabiam disfarçar.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Uma imagem de mulher
São dunas de areia fina. Redondas, suaves.
Duas montanhas parecem unir-se, mas são separadas por um vale profundo onde raramente o sol penetra.
Subindo pode ver-se uma curva brilhante onde a areia toma mesmo a cor do ouro. Em cima, uma das montanhas visíveis adquire a forma prfeita. No seu cume ergue-se provocante e desafiando a curiosidade quanto à textura, um pico erecto que estimula o desejo irreflectido de não desviar o olhar.
Por trás das dunas visíveis adivinham-se outros segredos, outros contornos dourados ainda inexplorados.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Novo Curso de Escrita Erótica
quarta-feira, 1 de junho de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Novos Cursos de Escrita Erótica quase a chegar!
terça-feira, 5 de abril de 2011
Projecto Teia - Ciclo sobre Amor e Sexualidade
Ver Aqui |
sábado, 2 de abril de 2011
Escrever à Conversa
Encontros informais e de entrada livre que acontecem ocasionalmente, aos sábados, tendo em vista a discusão de temas ligados ao universo da escrita.
Um espaço para ouvir, falar, debater, ver vídeos e tirar dúvidas, marcado pela proximidade e boa disposição.
Não sendo necessário confirmar ou reservar presença, é importante que os participantes cheguem à Escola pontualmente para garantir o seu lugar.
Escrever à Conversa:
Data: 2 de Abril
Tema: O Sexo e a Língua Portuguesa: como vai a relação?
Orientador: Joana Almeida (formadora de Escrita Erótica na Escrever Escrever)
Convidadas: Raquel Freire (realizadora) e Susana Romana (autora e formadora na Escrever Escrever)
domingo, 6 de março de 2011
Francisco, 34 anos, Transexual não operado

sexta-feira, 4 de março de 2011
O colar de pérolas

Aquele dia era igual aos outros. Todos os dias a via passar, ora para um lado, ora para o outro, com o seu ar profissional e inabalável onde nada falhava.
Aquele dia não foi excepção. Lá passou ela, com o seu vestido justo, sóbrio e sério mas que deixava ou ver ou imaginar todos os contornos do seu corpo. E que contornos de perder a concentração! O decote no ponto certo, as meias de vidro e o colar de pérolas vermelho que, por distracção, ou quem sabe, de propósito, lhe entrava naquele declive por dentro do vestido. Mas porque faria ela aquilo?! Ficava louco! Só lhe apetecia levantar-se, correr atrás dela e tirar-lhe, não o colar de dentro do vestido mas o vestido de fora do colar.
Transpirava cada vez que ela passava. E só voltando a esconder os olhos por dentro dos óculos e focando perto em vez de focar a meia distância começava a sentir o seu corpo arrefecer e desdivagar no corpo daquela mulher escultural.
A safada sabia. Espreitava-lhe o olhar desorientado cada vez que passava. Media milimetricamente o desencontro dos seus olhares. Olhava-o apenas quando ele desistia e voltava a pousar o seu olhar naquele ecrã monocórdico e monocromático. E ele não sabia. Não sabia que, na realidade ela passava ali sempre de propósito. Sabia-lhe bem sentir aquele olhar roçar-se nela. Gostava de pensar que um dia se encontrariam fora dali e que, um dia, quem sabe, se despiriam sem só com o olhar…
quinta-feira, 3 de março de 2011
Cinema Paraíso

Um beijo. Dois beijos.
Um beijo são mil coisas.
Dois beijos
São duas mil coisas
Ou então não são nada
Ou são apenas
Um beijo e outro beijo.
Um abraço.
Um abraço
Pode ser um xi-coração
Pode ser muito
Pouco ou nada
Quase sempre um gosto de ti.
Um abraço e um beijo
Podem ser cem mil coisas
Ou então sem mil coisas.
Pode ser ou não ser
Ser tudo ou não ser nada.
Dormir.
Pode ser um sono
Pode ser um sonho
Ou uma insónia
Ou um pesadelo.
Beijaste-me.
Abraçaste-me.
Dormiste comigo.
Dormiste em mim.
E o que é?
O que foi afinal?
Não faço ideia!
Mas foi assim!
quarta-feira, 2 de março de 2011
Asdrubal

O circo de Asdrúbal chegara nessa noite àquela pequena vila piscatória. O espectáculo era só amanhã mas começava já hoje. Enquanto se montavam tendas e barracas, Asdrúbal já pensava noutras montarias.
Guiado pelos cheiros e pelos ruídos surdos ou talvez simplesmente pelo seu talento em descobrir rabo de saia, lá foi parar ao que seria o bar mais in lá da zona.
Entrou com ar de rei na barriga, que é como diz com ar de “Querida, cheguei!!!”, dirigiu-se ao balcão e rodou os olhos pela sala. Pediu um whisky velho e, com ele na mão direita e mão esquerda no bolso, foi ter com a louraça lá do canto que fumava um cigarro no canto da boca.
Fez ar de pintas, franziu um sobrolho e espremeu uma espécie de sorriso por meia boca fora.
Ela leu-lhe a figura, o desejo e o tamanho do amontoado ali na zona da braguilha. “30 minutos, 50 euros”, disse-lhe. “É o preço de época baixa, estamos em saldos”.
Como quem cala consente e apenas silêncio se ouviu da boca de Asdrúbal, a louraça levantou‑se, entrou no corredor e ele seguiu-lhe a silhueta.
A porta trancou-se e destrancou-se a fera. O leão eriçou-se e soltou o cabelo, empurrou a louraça para cima da cama e atirou-se-lhe como se sobre a sua presa se lançasse. Já desceu as calças e de um só lanço lhe desprende os botões da blusa, lhe sobe a saia e lhe arranca as cuecas.
Afoga-lhe a cabeça no peito e sem dó nem piedade nem pingo de respeito ou meiguice enfia‑se-lhe desenfreada e desesperadamente. E numa cadência rápida e atabalhoada, uma busca atrapalhada de algo que desconhece mas não está ali.
Já está, já explodiu. Mas Asbrúbal só sente o vazio…
É que Asdrúbal é trapezista… mas ele queria mesmo era ser domador de leões…
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Maria Teresa Horta
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Escrever textos eróticos para oferecer no Dia dos Namorados
Descrição
Este curso é para os namorados, amantes e apaixonados. É para quem quer surpreender a sua cara metade com uma carta de amor, uma carta de erotismo que transpire palavras quentes de paixão.
Objectivos
- Criar prendas eróticas
- Escrever contos eróticos, cartas de amor, cartas de sexo.
A quem se destina
- Maiores de 18 anos.
- Todos os que tiverem curiosidade de explorar a sua sexualidade, por escrito.
- Quem gosta de fantasiar sobre o corpo e as relações.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Fevereiro: Mês do Amor..ou do Sexo?!

Novos cursos este mês, bem no coração de Lisboa.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
1- metro - sexual precoce

Quando o sinal sonorose fez ouvir e a voz mecânica anunciou a estação naquela língua que me era estranha surgiu nono meu horizonte visual uma figura elegante. Primeiro de perfil, tinha acabado de se levantar e logo se virando suavemente mostrando o final das suas costas e do rabo. Uma forma que eu distinguia entre as demais naquela amontoada carruagem de metro preenchida com casacos, malas e guarda-chuvas desinteressantes. Ainda a observei a caminhar dois ou três calculados passos até desaparecer por detrás de uma gabardine negra. Naquele momento fugaz não lhe vira o rosto ou sequer a peculiaridade de qualquer traço singular e identificativo. Voltei a dirigir a minha atenção para o diagrama em língua inglesa que segurava nas mãos e percebi que deveria sair na próxima paragem, um nó de conexão da linha. Uma vez aí chegado a carruagem esvaziou-se de quase todas as pessoas e eu inevitavelemente tentava decifrar o cirílico em busca da direcção que buscava. Acabei por seguir por um lado sem ter a absoluta certeza e é ainda a arrumar atabalhoadamente os papéis e notas e mapas que ao virar a esquina reconheço ou penso reconhecer a silhueta que há pouco vira. Subia nas escadas rolantes e parecia-me pairar no ar. Na realidade poderia tratar-se de outra pessoa, eu não tinha como comprovar a sua identidade. No entanto a curiosidade espicaçava-me e decido subir as escadas a passo e tentar conquistar os traços distintivos do seu rosto. A dois degraus de distância, hesito, abrando a velocidade da passada e começo a olhar de soslaio vendo a maçã do rosto branca, emoldurada pelos cabelos um misto de loiro e ruivo. Os olhos pareceram-me cinzentos e quando me aproximava para me certificar receie cruzar o seu olhar e segui em frente. Tive a sensação de ela me observar agora a mim. Talvez por não ter sido suficientemente discreto ou pelo meu ar evidentemente estrangeiro. Virei-me para trás e o meu olhar foi magneticamente atraído para os olhos azul-cinza de forma amendoada que me fitavam desafiadoramente. Fiquei perplexo por uns momentos e a minha falta de reacção fez com que ela abrisse ainda mais o seu sorriso. Tinha conseguido o que queria naquele instante. Aquele encontro poderia até não ter passado dali mas algo precipitou o que se passou a seguir. De repente as luzes apagaram-se e apenas ficaram acesas as luzes das saídas de emergência. Senti uma mão a agarrar a minha e a puxar-me, vislumbrava apenas um vulto à minha frente. O toque daquela mão agradava-me. Era suave e nem posso dizer que me segurasse com muita força, mas eu ia, deixava-me ir. Entrámos por uma porta mesmo onde indicada uma saída de emergência ela rodou sobre si mesma e virou-se para mim mal entrámos.Enquanto lá fora já se começava a escutar o ruído das pessoas tacteando o caminho até à saída eu sentia os seus seios de encontro ao meu peito e o hálito quente da sua boca junto à minha. Instintivamente encostei as minhas costas com mais força à porta segurando ao mesmo tempo a sua cintura com firmeza. As minhas mãos pareciam moldar a sua cintura, os polegares na frente encaixados no vão do espaço logo abaixo da costela flutuante e os restantes dedos em volta das costas contornando os seus dorsais ginasticados. Puxei-a mais para mim sentindo o peso do seu corpo incidir ainda mais sobre o meu peito, na minha barriga, na cintura e nas coxas. Ela parecia querer colar-se a mim. Depois agarrou-se às minhas omoplatas beijando-em furiosamente, arfando, como se a sua língua buscasse também ela uma saída para todo o desejo se encerrava no seu corpo, nos seios, nas nádegas, nas virilhas, no seu sexo que eu já adivinhava húmido. As minhas começaram então a percorrer o seu corpo sofregamente, primeiro descendo, segurando-lhe ambas as nádegas e fazendo com que ela se levantasse e nunca me deixando de beijar , coma a cara à altura da minha, indireita-se o pescoço. Depois largando-a segurei-lhe nas mamas enquanto ela descendo as suas mãos me apalpou o rabo com força chegando-se ainda mais perto de mim. Nesse momento ela resolve levantar a perna e começar a roçá-la entre as minhas, primeiro suavemente mas à medida que se ia excitando cada vez aumentava mais o ritmo e a intensidade. Lá fora ouviam-se os sons de vozes abafadas e desconexas e a porta de ferro da saída de emergência a ser uma e outra vez forçada. A dada altura alguém mostrou-se mais persistência. Insistiu uma, duas, talvez três vezes, talvez mais, eu deixei de escutar. Já não aguentava o pénis erecto dentro das calças e a dor e prazer que a fricção da sua coxa me causava. Movi uma das minhas pernas para trás da que ela tinha no chão e fi-la deitar no chão do compartimento. Mal pousei as mãos no solo uma matéria viscosa e quente agarrou-se-me às mãos e um cheiro intenso invadiu-me as narinas. Os meus dois joelhos ficaram também húmidos e além do mais não tinham modo de se fixarem no solo. Sentia-a relaxar-se debaixo de mim, ria-se até e abriu os botões da camisa descobrindo os seios. De seguida os seus braços caíram para o lado afundando-se ligeiramente no que ao tacto parecia ser uma espécie de óleo se bem que o intenso odor não o confirmasse de modo evidente. Talvez sentindo a minha hesitação ela voltou a mover uma das suas pernas e deixando-me ainda mais desequilibrado fez-me cair ainda mais sobre ela. Sentia a sua pele macia e quente e o seu odor confundindo-se com aquele cheiro forte. Os meus lábios avidamente descobriam o sabor dos seus mamilos. Colei-os a um deles, o esquerdo, por ter sido sobre esse que caíria o meu rosto e por considerar ser este seio o maior dos dois quando minutos antes eu os havia apalpado. Com a língua desenhei roscas na pele eriçada do mamilo e misturava a minha saliva com o suor da sua pele. As mãos dela aproximaram-se de mim e começarama a habilidosamente e desenvecilharem-me das minhas calças e cuecas. Ao tentar ajudá-la perdi ainda mais os meus pontos de apoio e tendo escorregado ainda mais vejo-me deitado de lado humedecendo assim as minhas costas de lado. O tempo a partir daí parou, comigo a contemplá-la e ela estática.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
De Pernas abertas, mas quase a fechá-las!
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Projecto Teia - Ciclo sobre Amor e Sexualidade
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Primeira Vez

Chá e muita Simpatia

terça-feira, 4 de maio de 2010
Tangas Lésbicas - Um convite à publicação
terça-feira, 13 de abril de 2010
Aconteceu num elevador

